QR Code nas calçadas do Rio

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro instalou 2 QR codes no bairro do Arpoador, na Zona Sul da cidade. A curiosidade é que os QR codes foram inscritos nas tradicionais calçadas de pedras portuguesas.

Quem tiver um telefone celular com um programa para leitura de QR Codes poderá usar os signos gravados nas calçadas como porta de entrada para informações armazenadas na Internet.

O problema de usar o chão como ‘suporte’ é que ele está sujeito a modificações, seja pela falta de manutenção ou por mero uso.

Com menos de uma semana de uso, a combinação do vento forte com a areia da praia tornou temporariamente o QR Code ilegível:


“Terra e areia impedem leitura de QR Code em calçada do Rio”


QR Code na calçada do Arpoador, coberto de areia

Foto: Mauro Pimentel / Terra

O pior mesmo vai ser quando precisarem fazer alguma obra. No Rio são muitos os serviços que usam o subsolo. Luz, água, telefone, gás, TV a cabo…são redes e redes se cruzando sob a terra. Não é raro ser necessário fazer reparos, e as calçadas são esburacadas a vontade. Na hora de fechar o buraco e repor o piso, a falta de cuidado de nossa mão-de-obra sem qualquer formação é evidente, e as calçadas da cidade maravilhosa ocupam a segunda posição entre as piores de todo o país (veja matéria do Jornal Nacional). Basta ver como um dos ícones visuais da cidade, o calçadão de Copacabana, está completamente desfigurado em alguns trechos.

Vamos ver quanto tempo vai durar o QR Code.

‘Smart Highway’

Smart Highway are interactive and sustainable roads of today. Designer Daan Roosegaarde and Heijmans Infrastructure are developing new designs and technologies for this Route 66 of the future.

New designs include the ‘Glow-in-the-Dark Road’, ‘Dynamic Paint’, ‘Interactive Light’, ‘Induction Priority Lane’ and ‘Wind Light’. The goal is to make roads which are more sustainable and interactive by using light, energy and road signs that automatically adapt to the traffic situation.

Awarded with a Best Future Concept by the Dutch Design Awards 2012 the first meters Smart Highway will be realized mid 2013 in the Netherlands.

The collaboration between Roosegaarde and Heijmans is a true example of innovative industries. The design and interactivity from Studio Roosegaarde and the craftsmanship of Heijmans are fused into one common goal: innovation of the Dutch landscape.

Specifications:
2012-2015. Smart paints, energy harvesting, sensors and other media. Concept and Design at Studio Roosegaarde with the engineers from Heijmans.

Client:
Co-production with Heijmans N.V

Fonte: Studio Roosegaarde

MyMagic+ MagicBand (Disney e RFID)

Em 7 de janeiro de 2013, o Blog da DisneyParks deu uma pequena mostra do que pretendem fazer neste ano. Usando diferentes canais de acesso (aplicativo para celular e sua versão web, além de uma pulseira de identificação por radiofrequência), os visitantes podem de antemão planejar toda a sua estadia nos parques temáticos e agilizar os processos de identificação e compra de produtos dentro do parque. É possível agendar desde os passeios nos brinquedos até efetuar reservas para jantar. Isso garantirá, por exemplo, que um grupo fique junto durante toda sua estadia no parque, sem risco de alguém ficar de fora porque lotou algum brinquedo.

O projeto se chama MyMagic+. Um dos pontos polêmicos é justamente a pulseira de identificação que usa a tecnologia RFID — a MagicBand. Com ela os visitantes podem ser identificados em cada atração, realizar pagamentos, abrir a porta dos seus alojamentos (funcionando como uma chave eletrônica).

Linking the entire MyMagic+ experience together is an innovative piece of technology we developed called the MagicBand. Worn on the wrist, it will serve as a guest’s room key, theme park ticket, access to FastPass+ selections, PhotoPass card and optional payment account all rolled into one. We’ve began testing certain aspects of MyMagic+ in Florida last month and the early reactions we’ve gotten have been fantastic.

A polêmica em torno disso é antiga (apesar de alardeada como novidade pela mídia). Ao mesmo tempo que a tecnologia promove praticidade e fluidez na experiência do visitante, o sistema permite que todos os seus passos sejam monitorados — desde as atrações que foram usadas, o horário e número de vezes em cada brinquedo, até os produtos que consumiu no parque. A segurança também é um tema recorrente: você confiaria seu número de cartão de crédito a um sistema semelhante*?

Nada de novo nisso: até hoje há quem veja com desconfiança políticas de privacidade de empresas como Google, que podem monitorar muito mais coisas da vida dos usuários de seus produtos

É uma troca: praticidade e conforto X privacidade e segurança. Essa polêmica é velha, mas nem por isso deixa de ser importante.

Leia mais no blog da Disney: Taking the Disney Guest Experience to the Next Level.

* Convém frisar que o sistema da Disney não necessariamente armazena dados de cartão de crédito. Ele apenas permite fazer pagamentos dentro do parque. O usuário pode simplesmente ter “créditos” armazenados no sistema, que são debitados durante o uso.